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sábado, fevereiro 16, 2013

Sintomas gripais

Estamos às portas de uma vaga de gripe, pelo que dizem.
Sintomas gripais... algo que se tem ouvido muito ultimamente, como:




Nao perceberam a charada? A Solução está aqui:

e



domingo, agosto 12, 2012

Filhote, uma vida cheia de sorte.. e já agora Robson

O Cromos da Bola obteve uma conversa exclusiva com um jogador de futebol.
Tivemos acesso privilegiado no início da carreira de um jogador, pelo que vamos agora partilhar com toda a nossa audiência.

" - Meu filho, meu bebé, desejo-.te uma vida cheia de sorte - diz a mãe.
 - Não, mãe. A vida é trabalho e cada um faz o seu caminho - diz o filho.
 - Sim, filho mas já que te estou a lançar para uma vida, quero que sejas feliz. Que tenhas muito boa sorte no teu futuro.
 - Obrigado mamãe e papai, Deus estará sempre connosco e comigo no caminho. É preciso é levantar a cabeça quando as coisas nao correrem bem.
 - Pois filho, e com a graça de Deus vai ser feliz. Nem que seja aqui em Guanabi.
 - Guanabi, mamãe'? Eu gostava de jogar no União Timbó ou mesmo no Paduano!
 - Quê filho? Paduano?
 - Si, graças a Deus será um bom clube para mim! Lá poderei ter sorte.
 - Mas meu filho, a sorte estará sempre contigo. Mas tens que jogar no Guanambi! quem sabe isso te dará altos voos e jogar na Europa, que é sempre importante.
 - Sim, mamãe. Eu prometo que vou lutar para jogar na Europa. Nem que seja num clube de uma freguesia do Porto, que joga na distrital! Está na Hora! acho que ó nome desse clube é Senhora da Hora.
 -  Muito bem, filhote .Denoto aí ambição e crença e fé e crença e fé , e acreditar.. e fé..e graças a Deus... olha sabes que mais filho Robson?  Robson, Boa Sorte Filho!!"

Pedimos desculpa pela má qualidade de imagem e do som que transmitimos, mas em Guanabim não é fácil!

Bem vindo Robson Boa Sorte Filho.
http://www.zerozero.pt/jogador.php?id=220109&epoca_id=0&search=1



domingo, abril 01, 2012

Quatro Quartos

“Isto está mau, está…”. Quantas vezes nós já ouvimos este queixume?
Tudo é relativo.
Está mau?
Não, ESTA é que é a ocasião certa para dizer “está mau”:

Estávamos em 10 de Abril de 1983, jornada 25 do campeonato. Dilúvio de proporções bíblicas no quintal de Vidal Pinheiro. A casa do Salgueiros. Sem relva. Sem cobertura. Sem bancadas. Apenas um mar de chapéus-de-chuva em redor dos muros cerceados com arame farpado ferrugento e uns prédios à ilharga. Aqui jogava-se futebol de primeira divisão, com abnegados profissionais meio-futebolistas, meio-comandos. O oponente: o fugaz Alcobaça, o Felgueiras dos anos 80 no que à divisão-mor concerne. Isto era o nosso futebol de primeira, a duas décadas de distância do Euro 2004. Onde mesmo as marcações do campo pareciam imaginárias, havia guarda-redes chamados “Barradas”, contusões e caneladas com fartura e onde discernir um golo ao longe assemelhava-se à árdua tarefa de encontrar um sapo num charco em forma de campo de futebol. 
Agora está mau? Pois sim. Quem lhes dera uns equipamentos tão janotas como os da Olympic em 1996. Era como tirar um saco de serapilheira ensopado de cima para vestir um prêt-à-porter parisiense. Quem lhes dera um Adelino Ribeiro Novo em 1991. Era quase como mudar-se de um T2 na Arrentela para um T3+1 na Lapa. 
Tudo neste filme de terror disfarçado de resumo de jogo de futebol assume proporções cataclísmicas, denota-se um esforço sobre-humano para resistir ao caos daquele jogo tornado batalha. Há um enorme suspense até descobrir quem vai perder uma perna no lamaçal ou quem irá rebolar pelas encostas contíguas ao campo até bater com a cornadura no muro cá em baixo. Até o comentário ao resumo é confuso e dessincronizado, admitindo logo ao início que “as condições eram muito más”.
Era assim em 1983. Parecia tudo tão diferente, mas afinal o FMI também por cá andava, tal como agora.

Podia dizer-se, “ah e tal, mas aposto que os grandes não engoliam esses grupos, mudavam logo um jogo desses para a Maia ou para Torres Novas ou para o Algarve e furtavam-se aos pelados”. Mas nem por isso.
Estávamos em 18 de Janeiro de 1987 e jogava-se os dezasseis-avos de final da Taça de Portugal. O recinto: Campo Engº Carlos Salema, em Marvila, Lisboa, casa do Oriental, o grande rival do Atlético para saber afinal quem é o 4º grande lisboeta. Uma caixa de fósforos na Azinhaga dos Alfinetes toda engalanada neste dia. Alegria e emoção numa tarde solarenga de Inverno, com bancadas, colinas, postes de iluminação, casotas abandonadas e varandas todas repletas, nem o Gabriel Alves resistiu ao encanto da Festa da Taça. O Oriental, embora mais habituado a derbies de grande fervor com o SL Olivais, Olivais e Moscavide e Sacavenense, militava na antiga II Divisão que então fazia cócegas à I Divisão e recebia o venerado Sporting de Peter Houtman, Oceano e Virgílio. Quase que havia tomba-gigantes. E também houve um grande tombo, mesmo em cheio no pó de Marvila. E não foi um artista qualquer. Foi Mozart, o génio da música a estatelar-se ali num espaço não marcado, raspando os joelhos na gravilha em busca da derradeira sinfonia do penalty. O árbitro não tinha bom ouvido nem bom olho. Apontou livre. Quim não se fez rogado e escreveu um pequeno hino ao futebol direito por linhas que não existiam, compondo assim um “minor hit” para a popular agremiação lisboeta. Que saiu de cabeça erguida – mas não muito, que aquelas vedações também não eram muito altas.

Pegando no Sporting e avançando mais um ano, é com prazer que assistimos à apresentação da equipa para a época 1988-89, o Verão de Jorge Gonçalves. Neste trabalho quase familiar de Miguel Prates, que passeia-se quase despercebido por balneários e em redor de vários homens em tronco nu, é feita uma descrição individualizada das famosas “unhas do leão”: o bigode convicto de Carlos Manuel, a timidez de Miguel, a natural surpresa de Rui Maside, o estilo mariachi de Rodolfo Rodriguez, a boa onda de Douglas e a ambição de Silas. Lamentavelmente, Eskilsson, que já tinha sido apresentado há algum tempo, atrasara-se. Mas ainda assim, todo o contexto é muito bom. Há calças às riscas, pólos inenarráveis e um desfilar de meias brancas sem paralelo; um parque automóvel composto por Nissans Datsun, Opéis Kadett e Renaults 5; a figura do “supervisor”; o bigodão sapiente do preparador-físico Roberto Portela; e, last but not least, Jorge Gonçalves himself a exortar o plantel a passar na secretaria para receber os seus contos de réis em atraso e a comunicar publicamente e in promptu a estratégia do clube em termos de gestão de tesouraria, tudo com uma frontalidade desarmante.

Também neste Verão, Aveiro voltava a respirar os ares de primeira. Silva Vieira faz de nosso cicerone na viagem ao mundo encantado do Beira-Mar 1988-89. Alinha os reforços e apresenta-os um-a-um. Vamos poupar-vos a detalhes; vejam vocês mesmos a autêntica passerelle de moda bem típica dos anos 80 em pleno Mário Duarte. Só vos avisamos que tem o Paquito, o Barradas que vimos ali em cima a enlamear-se pelo Alcobaça e um jovem Zé Ribeiro, entre outros exemplos de mau gosto estético francamente embaraçosos nos dias de hoje, dominados que estamos pela cartilha de “gel + tatuagens + mostrar as boxers por trás = muito cool”. Mas não tem o Abdel Ghany, o 1º egípcio a sair de casa, e logo um super-egípcio, segundo o presidente babado; nem o Bira/ Vira, um avançado que promete trocar os olhos aos defesas mais do que Silva Vieira troca as consoantes. Contas feitas, qualquer estilista que veja este vídeo pode ter pesadelos durante vários dias a fio.

sábado, março 10, 2012

Boi Preto


A nostalgia tem destas coisas. Quem nunca sentiu saudades de um belo relato de futebol pela rádio, num domingo à tarde? E quem nunca se deleitou com os lindíssimos nomes dos jogadores de futebol que fervilhavam nos relvados e pelados portugueses lá nos idos de 80 e 90? Pois bem, nós estendemos a nossa admiração aos nomes de árbitros. E, inclusivamente, fazemos cromos de árbitros.
Naquela altura, antes das modernices das múltiplas cores do equipamento e dos aparelhos de comunicação com o “árbitro auxiliar” (parece que “fiscal-de-linha” ou “bandeirinha” se tornou insultuoso), o árbitro equipava invariavelmente de preto. A menos que houvesse em campo uma equipa tipo Académica, Tirsense, Caldas, etc. – aí, a cor da camisola era um branco sujo, acinzentado, incaracterístico. O preto é que lhes ficava a matar, com golas brancas protuberantes. Eram os saudosos tempos do “boi preto”. Das bancadas, um coro uníssono de vaias tratava todos por igual, qual manifestação democrática dos pós-25 de Abril. Não serás um “touro amarelo” nem um “búfalo vermelho”; não, amigo árbitro: eras um “boi preto”, de Norte a Sul do país, passando pelas ilhas; eras um “boi preto”, fosses pobre ou rico, corrupto ou não. Concomitantemente, escutavam-se silvos trazidos das arenas, assobios imitadores da tourada, como que reforçando a imagem do “boi preto” que acabou de apitar uma falta duvidosa contra a nossa equipa.
Os árbitros, contudo, procuravam diferenciar-se entre si, insatisfeitos por serem apenas mais um “boi preto” a pastar pelos campos de Portugal, várias vezes indefesos e deixados à mercê de impropérios e alvos de arremessos de objectos provenientes do peão. Não tinham muito por onde escolher, contudo. Eles eram marcadamente gordos, carecas, baixinhos e usavam bigode. Pareciam ser agentes da GNR com um hobby dominical. Apitavam, na sua globalidade, mal. A única forma de se distinguirem seria através de um nome invulgar.
Aí está, uma excelente forma de colmatar a ausência de individualidade que grassava na arbitragem portuguesa. Um nome esquisito. Se te chamasses João Aquilino Silva Mafamude, o teu nome enquanto árbitro seria, inquestionavelmente, Aquilino Mafamude. A tua associação regional também seria, preferencialmente, fora dos grandes centros, ou não estivesse em vigor a regra de que não podias apitar uma equipa da tua associação (embora pudesses apitar o jogo entre duas equipas da tua associação). Portalegre, Castelo Branco e Vila Real eram extremamente bem-vindas, por exemplo. Suspeitamos que havia mesmo quem desse nomes esquisitos aos filhos já antevendo a carreira de árbitro que se seguiria.
E eis o que todos esperam: sangue. Querem provas desta realidade que vos transmiti? Aqui vão elas, umas mais recentes, outras mais antigas; algumas mais célebres, outras caídas no esquecimento: Alder Dante (Santarém); Ezequiel Feijão (Setúbal); José Leirós (Porto); Sepa Santos (Lisboa); José Rufino (Faro); Fortunato Azevedo (Braga); Donato Ramos e Isidoro Rodrigues (Viseu); Veiga Trigo (Beja); João Simãozinho (Leiria); Luís Reforço (Setúbal); António Rola (Santarém); Juvenal Silvestre (Setúbal); Serafim Alvito (Portalegre?); José Silvano (Vila Real); Francisco Caroço (Setúbal?); Carlos Estriga (Santarém); Porém Luís (Leiria); José Guímaro (Coimbra) e o celebérrimo Carlos Calheiros (Viana do Castelo). 

E, sem querer entrar em pormenor pelo submundo dos árbitros assistentes, houve também o João Crujo, o António Pardal, o Manuel Burrica, o José Chilrito, o Carlos Vigário, o Manuel Quadrado, The Artist Usually Known As The Ferrari Of Setúbal, etc..
Depois ainda existiam os que se diferenciavam pelo aspecto, como Rosa Santos (Beja; o protótipo do árbitro clássico português), Mário Leal (Leiria; gordinho, quase quadrado, pouco veloz, fiava-se no golpe de vista), Miranda de Sousa (Porto; uma barba cerrada que provocava inveja ao mítico Fernando Chalana com 17 anos, semelhante à dos irmãos Calheiros) e Neves Fernandes (Braga; bigode acompanhado por uma risca de cabelo basculante que procurava ocultar a calvície galopante – imaginem Fernando Seara em 1995); e aqueles que, tendo um nome aparentemente normal, tornavam a sua arbitragem num inferno, como Martins dos Santos, do Porto, merecedor de um post só para si, tamanha a profusão de cartões que distribuiu. Mas, “make no mistake”: muitos dos árbitros acima citados também eram assustadores no plano técnico – apenas relegaram esses defeitos para segundo plano através do seu nome esdrúxulo ou da sua aparência peculiar.
Nos dias que correm, Carlos Xistra (Castelo Branco), Elmano Santos (Madeira), André Gralha (Santarém), Cosme Machado (Braga) e Olegário Benquerença (Leiria) prolongam a tradição. Mas a vulgaridade de Rui Silva (Vila Real), Rui Costa (Porto) e Hugo Miguel (Lisboa) augura um futuro pouco positivo aos ex-“bois pretos”. Enfim, ao menos subsiste a polémica em torno deles, da qual se alimentam os jornais e programas desportivos, bem como as cavaqueiras entre tertúlias de café à segunda-feira.
O que é feito destes sonantes nomes do passado? Quase nenhum deles assumiu a sua preferência clubística, mantendo-se fiéis ao Lusitano de Évora, Oriental e Aliados de Lordelo. Algumas excepções confirmadas: Vítor Pereira (um sportinguista caído em desgraça junto dos seus), Donato Ramos e António Rola (Benfica). Este Rola (que mereceu slogans emblemáticos por parte de alguns clubes – “abriu a caça à Rola”, exortava-se de Chaves) foi vereador em Rio Maior. José Leirós também abraçou a política em Matosinhos. José Silvano possuía uma vinha no Peso da Régua. José Guímaro e os seus “quinhentinhos” desapareceram lá para os lados de Condeixa-a-Nova. Veiga Trigo era o eterno sindicalista efervescente do Alentejo. Juvenal Silvestre foi observador de árbitros, uma profissão aliciante para muitos. Alder Dante é um comentador sobejamente conhecido. Muitos deles serão empresários, bancários, técnicos de seguros e algum deles deve trabalhar nalguma loja desportiva.
O grande espanto é a já mui afamada veia lírica de Isidoro Rodrigues: de árbitro a artista foi apenas um pequeno passo. Das sinfonias de apito passou às melodias de guitarra. Do amarelo injusto saltou para composições do calibre de “Memórias” (2003), gravado nos estúdios Produsom de Viseu, um álbum de 12 faixas merecedor de uma remistura, devidamente intitulada “Memórias Remix”. Em 2004, ressurgiu com “Laços de Amor”, para quem pensava que um ex-árbitro não sente. Em 2006, estava na calha o 3º álbum duma carreira discreta mas orgulhosa. Mas, provavelmente, Isidoro fez uma de Radiohead e distribuiu gratuitamente no seu MySpace os mp3’s, que eram avidamente pretendidos pela enorme legião de fãs que povoa a área entre Mortágua e Armamar. Contudo, Isidoro mantém o bigode e o nome artístico. Reconfortemo-nos, portanto.

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Pontapés na Ortografia

O novo acordo ortográfico é uma coisa que, na opinião de muitos, nunca deveria ter sido posta em acção. Ou ação.

Porém, há muito que já se anunciava uma nova grafia para as palavras às quais nos acostumámos. E isto é um facto. Ou um fato. Daqueles italianos às riscas usados pelo Costinha enquanto faz a lida da casa.

Provas? Eis-nos em 1988:
Esta colecção, ou coleção, como preferirem, foi autenticamente visionária. Precursora, mesmo. Muitos de vós, ou voceses, questionareis: “eh pá, mas este gajo não me é estranho”. É claro que não. Este sorridente magrebino é nada mais, nada menos, que Hajry, o pêndulo centrocampista farense durante épocas a fio. Ou melhor, era o Hajry – daqui em diante, com o novo acordo, será o Adjri.

Adjri foi um marroquino que passou com relativo sucesso por Portugal, e não estamos a falar da sua capacidade inata para vender tapetes. Foi contemporâneo de outro marroquino, o Há Giz (dantes escrevia-se Aziz), o pequeno mago que acendia a luz no meio-campo dos tigres da Costa Verde, que hoje se escreve Costa Esverdeada Que É Mesmo Verde Quando Há Algas Tóxicas Flutuando no Mar. O sucesso com que se ajeitava com a bola fez com que os farenses fossem buscar mais produto a Marrocos, e não estamos a falar dos fardos de haxixe, ou ganza, que dão à costa. Seu nome: Açan. Os mais provectos apenas reconhecerão este rei e senhor da área com a grafia antiga – Hassan. Açan foi, sem grande margem para discussão, o marroquino mais popular que alguma vez jogou em Portugal, tornando-se símbolo dos leões algarvios. Os compatriotas que lhe sucederam não tiveram o mesmo impacto (aqui o “c” mantém-se, acho eu) futebolístico. Vide as situações de Tá Ar Elquealeija e Eladriui, os avermelhados (no sentido da cor da camisola e também da cor do cartão que lhes era mui grato) de Lisboa; o outro Sá do Sporting, o Sá Bér, ao qual se juntou o efémero Adji; ou Sequetiui, o jogador que pode resumir a sua carreira num simples golo, e Xipô, cuja farta cabeleira ofuscou largamente a míngua de recursos futebolísticos.

Como podem perceber, a nova grafia empresta toda uma aura de novidade a jogadores já conhecidos. Agora… a nova grafia torná-los-á objectivamente, ou objetivamente, melhores jogadores? Bom, isso já são contas de outro rosário. Ou Rosário.

sábado, janeiro 14, 2012

Portimão no coração

Ora dá cá um Simmy, ora toma lá um Plummer.
Papa lá o meu Mor e regozija-te com um Goda.

Assim vai a vida em Portimão,
terra pequena, mas cheia de emoção.

Podes percorrê-la a pé ou de Skoda,
mas o melhor é pedires indicações ao Goda.

É certo, o homem não fala grande coisa de português,mas tem cá uma direita, que nem a vês.

Por falar em direita, terrenos pisados por um canalizador,
Plummer de seu nome, estrela de grande fulgor.

O rapaz pode ser pequeno e facturar à Postiga,
mas inglês no Algarve só quer é encher a bexiga.

Oh Plummer, huge bummer.
Jogar em Portimão só é fixe no Summer.
Onde encontras muita gente como tu,
britânica, trôpega, a passear de tronco nú.


















Ao menos tens a companhia do Simmy,
Que é grande como o cacete do Jimmy.

Ups, falei no cacete do Jimmy, meu Deus!
Não digo o espanhol que jogou no Braga, mas do Senhor que cuida dos seus.
Pelo menos assim jura o Ribeiro ex-Beira-Mar,
É verdade, tudo serve para do cacete do Jimmy não falar...

Mas foi antes o Simmy que nos trouxe aqui,
alto como uma girafa e tão seguro de si.
Tanto futebol nas veias aos 19 anos apenas,
que há quem diga que ajudou na construção da Acrópole em Atenas.

Atenção, não falo de novo Leandro Lima,
que esse trepou pela escadaria da vida acima.

O Simmy é simplesmente um rapaz crescido,
fininho como o Chico e no regabofe contido.
He doesn't party like it's nineteen-ninety-nine,
nem achava os bacanais do Rubens Jr, Esquerdinha e do Pena really fine.

Para festas e bacanais temos cá o Papa Mor e o Madior,
Ambos filhos de um Deus maior!
Ora bolas, falei em Deus de novo...
o gajo que pôs o Couceiro em Moscovo!

O outro, já disse, jogou no Arsenal minhoto,
e sua carreira se assemelhou a uma infecção no escroto.


Já sabem, da próxima que forem a Portimão,
peçam ao Goda que ele vos dá a mão.
É melhor que ao Papa Mor, pois ele só dá a cara,
e presentes de Rudi ao Junior Caiçara.

domingo, janeiro 09, 2011

Mercado de Inverno - Lukasz Merrrrrrrd*

Mercado de Inverno que se preze tem obviamente contratações de vulto.
A primeira que o nosso espião cromístico europeu encontrou foi esta...
Lukasz Merda.



Como é óbvio só podia ser Guarda Redes. É muito mais fácil gritar o nome dele quando a bola lhe passar entre as mãos, ou entre as pernas, por exemplo!
E mesma na rádio: "Ora vai a bola para o circulo central, muda de flanco .. aí vem um centro.. e o Guarda Redes prepara-se para segurar com facilidade... e ... ohhhh naooooooooo.. Merda!!!!"
Ver jogos do Klub Sportowy Cracovia tem por isso a sua piada.
O mais engraçado é que o estádio chama-se João Paulo II, o que dá um ar de ambiente são e espiritual, mas sempre com Merda presente..

quarta-feira, outubro 27, 2010

Apenas um Obrigado.. um ou dois.

Este obrigado é diferente de qualquer outro..
Este obrigado é para partilhar com todos vós..
Este obrigado é para quem lê o nosso blog...
Não, isto não é um texto de despedida!
Apenas quero apresentar jogadores a quem devem agradecer este post.

ThankGod

ThankGod Ameafele- jogador na Nigéria, mas que passou já por Polónia e Grécia, em clubes como o PAOK. Actualmente joga no Sharks, do seu país
Tem 1, 81m e pesa 73 kg. São 73 kg de Obrigado!













Mas não se pense que este agradecimento fica só no estrangeiro. Há também por cá... e bem à português!

Bem Haja
Andrew Fontes Bem Haja, nascido na Austrália, mas que passeia o seu futebol pela Distrital de Aveiro. Com apenas 21 anos, joga agora na Liga dos Amigos de Azura de Cima, da II Distrital, depois de ter passado pelo Azurva e Eirolense.
Como faz anos hoje, um grande abraço de Parabéns e um Bem Haja por este momento!

Nao temos fotos deste nosso compatriota, mas para nao haver dúvidas que nao somos criativos a ponto de inventar umjogador, aqui está a prova:


segunda-feira, outubro 25, 2010

A Playlist

Os novos talentos musicais desabrocham em programas de TV, depois de mergulhar contentores de adolescentes várias vezes por dia numa infusão de Lady Gaga + Mickael Carreira + Morangos com Açúcar prescrita pelos pais e educadores. E o país parece estar bem servido, avaliando pelas filas e filas de jovens desocupados que sonham trocar os cadernos pelos palcos com a complacência desses mesmos pais e educadores. Vai haver milhões de vocalistas bem-sucedidos, fugindo dos horrores do karaoke directamente para a capa das revistas. É o que lhes está prometido. E nós podemos não sair nunca da crise e estarmos para sempre dependentes das capacidades concretizadoras do Hélder Postiga, mas, pelo menos, estaremos cheios de estilo e saberemos como animar uma noite na praia junto a uma fogueira.

Já os velhos talentos musicais encontram-se, não na M80 que passa metade do seu tempo com conversa e publicidade de chacha, mas sim no futebol português, mormente na alaranjada II Liga. É verdade.

E há clássicos para todos os gostos. Começando logo pelo Rei. Sim, ele vive. E nós vimo-lo, incomodando avançados com os cotovelos em Santa Maria da Feira. Quando ginga as suas pernas, ele leva a transição ofensiva do adversário ao delírio. Quando pára e observa a multidão em êxtase, isso não significa que está a sentir a audiência, mas sim que está com enormes cãibras. Pois é, a idade não perdoa e a picanha antes dos jogos também não. Não acreditem quando ele diz “love me tender”, porque este menino é capaz de partir uma dúzia de tábuas seguidas só com a cabeça.
Na mesma equipa, podemos encontrar o alegre Mika, um tipo saltitão, deveras irritante com o seu falsete e que faz amigos com as borboletas. Quando a táctica passa por desconcentrar o adversário (i.e., o famoso “jogar no erro do adversário”), Mika é o nº1 – não há ninguém que o ature quando ele começa com aquelas cenas do “love, love me”. Nove em cada dez expulsões dos adversários em jogos do Feirense ocorreram por agressões a Mika. A outra expulsão foi a de João Pereira e não se deveu a nenhuma antipatia especial contra o Mika, mas sim ao seu feitio formatado no Casal Ventoso. Mika confessou-nos que o seu ídolo era o elefante Dumbo, por ser terno e carinhoso e outras mariquices do género, e que sabia que o Dumbo já tinha jogado em Portugal. Desapontámo-lo quando dissemos que Karagounis já cá não joga.
Movendo-se por paisagens mais alternativas, eis Beck. Não confundir com Bock, esse é um primo afastado que é um Super avançado das divisões inferiores, um senhor imperial na área, apreciador da pressão intrínseca destes escalões e que deixa um rasto de espuma de golos atrás de si. Este Beck é pau para toda a obra: faz rap, toca country, executa carrinhos arriscados, organiza a primeira fase de construção ofensiva com a cabeça levantada, ouve Sonic Youth e gosta de jogar ao meiinho nos treinos, mesmo quando fica no meio durante um treino inteiro. Porém, tanta polivalência tem os seus custos: quando as coisas correm mal, é o primeiro a ser acusado de “loser”. Até quando não joga. Que é o que costuma acontecer. “So why don’t you kill me?”, pergunta Beck em desespero. Bah, ainda não tivemos pachorra para te liquidarmos, só isso.
Na nossa proposta musical há evidentemente lugar para as baladas de amor, de maneira a chamar o mulherio para as bancadas. Representante do romantismo italiano, Ramazotti encanta as senhoras com a sua voz nasalada e a maneira escandalosa, mas altamente sensual, de desperdiçar golos com a baliza aberta de uma forma que até faz o Nuno Gomes corar de vergonha. E olhem que com as conversas que ouve no cabeleireiro já pouco faz corar o Nuno Gomes. Ramazotti estava na shortlist de aquisições do Gil Vicente, juntamente com Margão e Cimarron, e acabou por ingressar no clube apenas porque o acaso o quis. “Sono cose della vita”, confidenciou-nos.
Bom, mas também há espaço para a canção portuguesa. E enquanto aguardamos por alguém que jogue a médio-defensivo no Trofense que se chame Nel Monteiro e por algum Zé Cabra que desponte como extremo no Penafiel, já não é nada mau podermos partilhar momentos de fervor amoroso com Toy, a sirene humana de Setúbal. E também um avançado da egrégia geração encanada, “La Quinta del Pepa”, que contou com o próprio Pepa, este Toy, aquele Rui Baião, aqueloutro Mawete Júnior e o indistinto Tote. O Toy cantor desabafava que estava “estupidamente apaixonado” mas este Toy não demonstra paixão nenhuma. Pelo menos, por aquele espaço limitado por dois postes e uma barra, com redes ao fundo a decorar. Digamos que este Toy tem estado “estupidamente desapaixonado” em relação ao golo. E isto tem-se manifestado recorrentemente ao longo da sua carreira. Ou seja, esta é a verdadeira “Toy Story”.
PS – Decerto que toda a gente já constatou que Hélder Postiga, na realidade, não existe:
existe apenas um clone do Matt Bellamy dos Muse que faz uma perninha no Sporting. Espero que compreendam agora a falibilidade do suposto ponta-de-lança. Ele não quer golos, ele quer é Grammys. Ponto.

segunda-feira, setembro 13, 2010

Uma conversa de balneário

Todos os anos sai para as bancas o Caderno d'A Bola, mítica e reputada publicação de Verão. Era ver os jovens agarrados à revista para saber as contratações, ver as caras e guardar um ou mais ídolos na sua gaveta. Hoje com a internet essa mística perdeu-se...
Lançou-se entretanto a revista do Record, também a do O Jogo, e agora é o Jornal de Notícias, Público..etc tudo lança o seu "Caderno d'a Bola".
Mas ali para os lados de São Pedro do Sul saiu um caderno local, com fotos e plantéis da zona de Viseu.
E numa dessas equipas, neste caso o Sampedrense passou-se uma conversa de balneário muito interessante que a nossa fonte e enviado especial passa a relatar.


Jogador 1 (não posso citar nomes) :

 " Ei
Viste por aí o meu

?

Jogador 2 (continuo a não poder citar nomes): " Não pá, nao vi nada. E achas quem sim? Não ando praí a olhar para ti. E além disso, não consigo vê-lo, nao ves que eu sou um gajo alto e tu és

 
Jogador 1 novamente: "Ó pá nao te armes em



Jogador 2 : "Ei, Man, já encontrei!!

(e com uma voz anasalada, da gripe apanhada no balneário o jogador grita)
Tá gui, tá gui, encontrei-o!

Jogador 1: "Ah, ok. Onde o viste?"
Jogador 2: "Estava debaixo do bigode do mister.. sabes como ele é, ele controla tudo.. basta ver a cara dele de guitarrista Guns'n'Roses mas sério..


Por aqui se vê que o ambinete no balneário é excelente! Isto sim, é espírito de equipa!!

segunda-feira, setembro 06, 2010

El Caudillo

Muita gente possui esse inexplicável fascínio pelos grandes líderes, fossem eles D. Afonso Henriques, Churchill ou o Rebelo do Est. Amadora.
Em termos futebolísticos, os líderes podem ser reconhecidos pela inteligência ímpar no relvado e pela beleza que emprestam ao jogo, recolhendo desta forma o adulo da crítica. Luís Freitas Lobo, por exemplo, tenta conter gemidos de intenso prazer quando observa os grandes líderes do meio-campo em acção. “Vejam bem como o nº6 circula a bola pela intermediária [transpiração; coloca a mão no bolso]… notável visão do jogo e passes na diagonal que se traduzem em notáveis transições ofensivas [calores internos; aperta com força para reprimir]… é… [sustém o suspiro para não se denunciar em frente do microfone]…fan..tÁAAAHstico…”. Aliás, esse grande chefe tribal que foi André também gostava de apertar genitais, especialmente os dos outros (não é, Jorge Couto? – o Youtube pode não se lembrar, mas a gente sim). São fantasias que devemos respeitar.
Já aos olhos do adepto comum, o líder normalmente sobressai se evidenciar uma grande disponibilidade física, voz grossa e olhar de mau – que frequentemente consubstancia dentro das quatro linhas. È aquele de quem o público diz “O quê? Meteu-se com ele? ‘Tá f****o, o gajo vai mandar-lhe uma paulada que ele nem se mete em pé… e ai do árbitro que faça alguma coisa”. PUMBA! “Eu não disse? Ele é o chefe, pá. E limpinho, nem amarelo viu”. O cúmulo da supremacia será a posse de um bigode, o qual, hoje em dia, identifica logo um titular de um cargo hierárquico relevante na estrutura de uma equipa.
De uma forma ou de outra, o que não tem faltado para aí são líderes. Chefes absolutos ou razoavelmente magnânimos. Que se impõem pela força ou pela inteligência. Ou mesmo tipos que nem sabem ao certo o que é ser líder, mas que dizem que são líderes porque é fixe ser-se líder, como o Caneira. Mas agora vai haver o líder definitivo, um chefe sob todas as formas, o homem que vai mexer os cordelinhos de toda a equipa e despertar os mais óbvios trocadilhos jornalísticos quando dispuser toda a sua qualidade no rectângulo de jogo, aquele que nasceu para comandar e que carrega no nome a sua missão:

Está encontrado o Grande Líder do Povo Leixonense. E que, infâmia das infâmias, é proveniente do rival Leça, o mesmo Leça que foi berço de líderes históricos, como Alfaia, Constantino ou Serifo. Que não subsistam dúvidas: este homem nasceu mesmo para mandar. A vida dos leixonenses só tem agora um rumo: trabalho, trabalho e mais trabalho, rumo à libertação (que é como quem diz, sair da liga do sumo de laranja para ir para liga do sofá + cerveja). Talvez algumas horas extraordinárias sejam necessárias. Dias santos só quando ele faltar. Curvai-vos perante ele, ó servos.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

O Rei Está Vivo!...

... e este ano actua em exclusivo no grande palco de Santa Maria da Feira, onde efectua maviosos duetos com o não menos icónico Wagnão.
Discos de platina e próteses de prata é o que se espera desta dupla de ouro.

quarta-feira, dezembro 02, 2009

Académica para Crianças

Era uma vez...

Um Abazai que se ria
Fosse noite ou fosse dia
dos colegas e do plantel,
como prova a fotografia.

E porque ria Abazai?
Seria do plantel e do entra e sai?
Ou Seria da briosa e do seu futebol em prosa?
Sim, porque em 97-98, jogavam como um doce biscoito
( fazer rimas com numeros tem que se lhe diga..)

E lá estava a Académica a jogar um belo futebol
quer à chuva quer ao sol.

Mas por que se ria Abazai?
pois bem...
Só agora se percebeu o que ia no clube treinado por Romão e Calisto nesse ano.
Se juntarmos as peças cuidadosamente percebemos que:

A culpa era do Mickey que não gostava de Febras ao pequeno almoço.
Para acabar com o problema precisava de algo divino... então foi-se Mounir de uma Cruz e, forte que nem uma Rocha, foi pelos Campos fora a Roma sozinho, tendo-se cruzado com o Abazai pelo caminho.


Moral da história: Treinos de manhã, só com Leite e Cereais.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Bracara Assusta

Na ressaca do Halloween, dispensamos maquilhagem. Isso é coisa para meninas, bandas dos anos 80 e para o Kenny Cooper. Aqui no Cromos da Bola, SAD, gostamos dos nossos sustos sem corantes, conservantes e aditivos vários. Assim sendo, fomos à pesca.
Como do Oceano não apreciamos Peixe, Lula, Crodonilson ou Estrela-que-não-Pedro-do-Mar, fomos esgravatar no bas-fond da Bracara Augusta, na expectativa que nos saísse um mexilhão de qualidade.
E há melhor mexilhão do que Borçato?
Já dizia a minha mãe, "quem não tem Cao, caça com Borçato". E o vosso escriba, obediente petiz de antanho, assim fez. E que bom susto nos oferece o aguerrido brasileiro! Até parece que estou a ver o plantel do Beira Mar tolhido de medo perante este corcunda de Notre Dame, que não era corcunda, nem de Notre Dame. Nem o Vítor Duarte escapou ao sobressalto, logo ele que era uma espécie de Dinis albino, que não Bino percursor da mosquinha.

Mas nem só de Borçato vive o espavento, e a nossa pescaria trouxe mais bivalves de qualidade.
Vejamos o Caniggia de Alhos Vedros, Pedro Miguel de seu tímido nome, meio sorriso no rosto estampado. Não enganas ninguém, Pedro. Esse encenado esgar de simpatia não cobre a loucura adjacente ao teu olhar. Está lá, Pedro, e toda a gente vê (menos o Gaspar Ramos, porque não sabemos muito bem para onde está a olhar). Esse desatino que te vai na alma é transparente. Conseguimos cheirar o sangue de mil mutiladas vítimas no teu cabelo de pontas espigadas, podemos ver a morte na tua barba negligé de 3 dias. O teu trejeito de felicidade não é senão uma fachada, uma capa para cobrir a mórbida demência que te leva a roer os ossos daquilo que resta do simpático Johnny Rodlund. A tua máscara caiu, Pedro. Nós temos medo. E tu?

Olha no fundo do balde! É um Vado! Lá está ele todo espantado. És feio, mas não metes medo, malvado. Ficas aí ensopado, no fundo do balde pregado, desamparado. Coitado? És pequeno e limitado, mas não temos pena de ti aí no fundo do balde sulcado. Vês o caso mal parado? Não fosses Vado, fosses antes Borçato que é bem mais amado.

Eh lá, sobrou um Chico. E acho que é um Silva. É verdade, grande pescaria.
Um Borçato para o palato, um Vado para o enfado, e um Pedro Miguel para fazer pastel. E como se já não bastasse, calha-nos um Chico no final da festa. E é um Silva!

Não dá para grande abalo de terror repentino, mas é sempre bom para afugentar certas pessoas.
Como dá ares de arrumador, pode ser que o Floris Schaap não queira arrotar 50 cêntimos para deixar a Famel à porta do balneário e venha de autocarro. Quanto mais tarde o antecessor de Nordin Wooter chegar ao treino, mais hipóteses tem o Jorge Ferreira de ser titular. E todos queremos ver o Jójó no tapete verde, não é?


Post Scriptum Cromatium: como podem ver no cantinho aí à direita, o Cromos da Bola SAD é oficialmente uma prostituta da blogosfera: já estamos no Facebook. E queremos ser vossos amigos. (Bod)Unha e carne, como Dani e Domínguez.

terça-feira, setembro 29, 2009

A Família

O futebol é uma grande família. Porém, por razões várias, alguns podem ser tratados como um guarda-redes perante a atabalhoação de Birame (tardes tranquilas onde dava para piquenicar na pequena área) e outros tratados como se fossem marcados pelo pragmático Sérgio Lomba (o que implicaria, no mínimo, uma lata de spray milagroso e muito gelo nas canelas, só para citar o paliativo mais imediato).
Existe então uma dicotomia na forma como os diversos jogadores são acolhidos pelos restantes agentes futebolísticos. Para designar esta dualidade de critérios (olá, sr. árbitro), costumamos dizer à boca-cheia, e recorrendo a uma alegoria de cariz familiar, que “alguns são sobrinhos e outros são enteados”.

Este jogador não escondia esse facto. Ele levou essa expressão a peito. Ele era mesmo, clara e objectivamente, um Sobrinho. Assumiu-o de forma cabal. E por causa disso era olhado de soslaio. Andava sempre “ó tio, ó tio!”, qual Donald atrás de Patinhas. Apesar de jamais ter alcançado o patamar de enteado, conseguiu ser internacional sem nunca ter tido padrinhos.



Já este jogador é alguém muito próximo de nós, visto que todos nós somos primos segundo uma teoria de inspiração bíblica. É verdade, nós não somos Albertinos nem Margaridos, somos primos. E por isso Primo é-nos muito familiar. Toda a gente gostava de brincar ao quarto-escuro com as suas irmãs, que eram as primas. Incluindo o treinador e todos os não-convocados. O Primo é primo de corpo e alma. O Primo é primus inter pares.


Ainda mais abrangente era Parente. Mesmo que fosse afastado, Parente estava por lá. Era Sobrinho e Primo e mais qualquer coisa. Parente reclamava sempre um quinhão de qualquer herança. Estava sempre presente nas convocatórias, pois ninguém se atrevia a deixar um parente de fora. E fartou-se de ser convidado para casamentos e baptizados onde não conhecia ninguém.

Eu por acaso tinha um parente que se chamava Horácio.

Não, não era este, mas este tinha um bigode. Além do mais, este era português e jogava no União da Madeira.
Dada esta especificidade, o Horácio não podia ser catalogado como sobrinho, primo ou mesmo como parente. A categoria de Horácio apenas se podia medir na escala de Horácios.
Um case-study, portanto.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Não há Fumo sem Cromo

Sporting Clube de Portugal: viveiro inesgotável de semi-inconsequentes talentos distribuídos de forma carinhosa e baratucha pelos maiores clubes Europeus; poço sem fundo de extremos velozes, azeiteiros e tecnicistas; professor dos mais brilhantes alunos da ciência que é levar uma multidão ao orgasmo colectivo através de uma finta de corpo...porém, nem todas as árvores deste pomar dão maçãs reluzentes. Umas têm bicho, outras são farinhentas, e outras sofrem dessa terrível doença que afecta frutos promissores um pouco por todo o pomar de Alcochete: A Gisvite.

No início do Século XXI, uma solitária maçã caiu longe da árvore que lhe deu a vida. Rebolou enlameada, até parar seu percurso junto de um qualquer agricultor que a enviou prontamente para um périplo que passou pelos deprimidos quintais da Maia (pré-Carlos S.), Póvoa de Varzim (pré-e-pós Alexandre) e Faro (pré-posição).
Confirmava-se. O agricultor de Alcochete queria a sua maçã longe das outras, não fosse ela contaminar todo o seu promissor pomar com a terrível Gisvite.

Essa maçã chamava-se Fumo, e os seus sonhos foram-se lentamente esfumando (heh...) à medida que os sintomas da terrível Gisvite se tornavam mais evidentes: visão periférica de jogo afectada pela Doença de Cid, José; recepção de bola a fazer lembrar a ganadaria Higino Soveral; e discernimento em campo semelhante ao jornalista que teve a ideia de fazer a reportagem com o pastorzinho cujo sonho era conhecer a então Mega-Estrela Mantorras.

A Gisvite era uma evidência, e assumia-se galopante.

Perante a fortíssima possibilidade de registar menos evolução na carreira do que o papel higiénico ao longo das décadas, o tristonho Fumo ponderou assumir a sua humilde condição de maçã bichosa, e manter-se à parte do verde pomar que o viu nascer. Mas a vontade, essa, continuava a ser muita. Quem nunca sonhou jogar ao lado de Didier Lang que levante a mão. Pois é... ("tu não contas, Diego Armando, baixa lá isso que já criaste problemas que chegassem aos ilhéus com essa mania.")

Perante esta realidade, os agricultores de Alcochete tomaram uma decisão drástica: boicotar a carreira desta maçã, para que nunca mais sonhasse aproximar-se do seu precioso pomar.








Os tentáculos do verde polvo cedo se espalharam pela Europa, e a UE foi o primeiro passo:

- "Bruxelas Propõe Europa sem Fumo", vociferavam as agressivas parangonas, "(...)a proposta de recomendação hoje adoptada pela Comissão Europeia insta os 27 a agir em "três frentes principais", a primeira das quais a adopção e aplicação de "leis que garantam a plena protecção dos cidadãos contra a exposição ao Fumo em locais públicos fechados, locais de trabalho e transportes públicos(...)"

O avançado moçambicano sentia-se como um John Rambo de 69kg. Renegado pelos seus, impedido de exercer a sua profissão, e impossibilitado de andar de autocarro, Fumo sentia-se perdido: "E agora, como hei de ir ao Pingo Doce comprar mais daquele delicioso chouriço?!? De bicla? Poupem-me!", foi a sua primeira gota de exprssão de dor. Mas havia mais.
Até a normalmente ponderada Comissária Europeia da Saúde, Androulla Vassiliou, alinhou na perseguição ao móvel atacante ex-Sporting:

- "Estou plenamente convicta de que todos os cidadãos europeus sem excepção merecem ser plenamente protegidos contra o Fumo. (...) trabalharemos em conjunto com os Estados-membros para concretizar esta convicção."

Perante esta enxurrada de comprometedores factos, ecos fizeram-se ouvir:

- "Agora é que nunca mais te chegas perto dos nossos incautos rebentos, sacripanta.", regojizava-se em Alcochete.

- "Não era mais fácil atirá-lo das escadas abaixo?", questionava-se na Invicta.

- "Passa o garrafão, ó Toni!", balbuciava-se na Luz.

- "O Yulian tinha uma penca que Ai Jesus!", queixava-se Zé Mota em Paços de Ferreira.

Mas Fumo, estóico, não alinhava no mesmo diapasão (apesar de Marante ser o seu artista popular favorito). O africano, apostando na sua própria agência de contra-informação, conseguiu permanecer em Portugal durante mais quatro épocas, sob o radar das divisões secundárias e do nariz do Yulian (que era mesmo bastante grande, o Mota tem razão).

Porém, os verdes tentáculos sentiram um leve odor a queimado. Primeiro pensaram que teria sido um bolo que Pedro Barbosa teria deixado no forno, mas rapidamente chegaram à conclusão que o Cruyff de Gondomar jamais se esqueceria de um bolo em sítio algum.
Assim sendo, só poderia ser mesmo cheiro a Fumo.

Rapidamente agiram, e lançaram a seguinte lei, de pronto aplicada no Alvalade XXI:

- "De acordo com o decreto Lei nº 37/2007, é proibido Fumo nas zonas de restauração do Estádio, bem como nos corredores de circulação e escadas. No caso particular dos Camarotes deixa-se ao critério dos detentores o Fumo no seu interior, sendo que nos casos em que a opção for positiva, deverão mater a porta de acesso ao corredor fechada."

Sentindo a careca (que efectivamente não tem - senão seria o Semedo) a descoberto, o avançado ao serviço do Olhanense pôs em marcha um processo que acabaria com a sua transferência para o Chipre, onde estaria a salvo tanto da mafia verde, como do punho opressor da UE, visto que ele era da opinião que o referido País não faria parte da União Europeia - sejamos francos, desde que isto se avacalhou até aos 27 membros, que já ninguém tem a certeza de nada.

Assim, lançou mais uma inteligente campanha de contra-informação, desta feita através do bigode de Isidoro Sousa:

- "(...) o presidente do clube algarvio adiantou que o atleta “encontra-se na Síria desde ontem a fazer testes médicos” e não em Israel, como inicialmente estava previsto. “De momento está tudo a ser tratado com o empresário do jogador e desconheço o nome do clube que vai representar”, confessa Isidoro."

O bigode algarvio confessou, e quando um bigode algarvio confessa, nós ouvimos.
Alívio foi a reacção vinda de Alcochete. Os agricultores responsáveis não sabiam bem onde ficava a Síria, ou mesmo Israel, mas "deve ser daqueles sítios onde se lançam bombas e onde mora o Kassoumov".

Sossegados com a ostracização do fumegante delantero, os dirigentes leoninos decidiram guardar os tentáculos no bolso e deixar o futebolista prosseguir a sua esfumaçante carreira bem longe.

De toda a forma, Fumo veio recentemente repudiar comunicados trazidos à baila já durante os anos de 2008 e 2009, a saber:

- "A proibição do Fumo em espaços públicos ou de trabalho está a traduzir-se no decréscimo da afluência de doentes a emergências hospitalares em países que adoptaram a medida", diz um relatório da Organização Mundial de Saúde.

- "(...) distúrbios entre o Mannheim e a segunda equipa do Kaiserslautern resultaram em 36 detenções e oito elementos policiais feridos(...) os incidentes continuaram na estação de comboios, com os adeptos do Kaiserslautern a lançarem bombas de Fumo."

- "A eleição do novo Papa foi anunciada hoje às 17:50 pelo Fumo branco da chaminé da Capela Sistina mas os sinos da Basílica tardaram a repicar. Inicialmente, as imagens do Fumo transmitidas em directo pelas televisões induziram em erro - o Fumo parecia negro, e não branco, só aos poucos "estabilizando" nesta última cor."

Alcochete negou qualquer envolvimento nestas questões.

quinta-feira, julho 09, 2009

Mosaico Cromático

Estamos na Primavera futebolística, altura em que florescem novas ninhadas de cromos prontas a saciar a sede da massa adepta. É agora que os empresários e dirigentes saem debaixo da penumbra que os envolveu durante todo o estado de hibernação para copularem desenfreadamente em mercados distantes, fazendo despontar mil e uma ilusões sob a forma de um penteado esdrúxulo ou de um nome peculiar por um mero punhado de euros.
É certo que lamentamos a partida de algumas figuras que deram água pela barba à nossa SAD, mas a vida de um cromo é mesmo assim: uma bola a escapulir pela linha final, um atraso na chegada ao treino e, tumba!, lá se vai o cromo.
Felizmente, 2009-10 promete ser uma época tão profícua como as anteriores, deixando a nossa SAD imune à crise que dizem que grassa por aí (Cristiano Ronaldo que o diga).
Só para terem uma ideia, produzimos uma pequena peça artística apenas com algumas caras recém-chegadas à nossa I Liga, excluindo os três da vida airada (sabendo que o Sporting ainda está envolvido nas obras de reconstrução da Academia e o Benfica está a descobrir contratações para o FC Porto remodelar o plantel).

Uma plêiade de cromos bem intencionados e bem fotogénicos, mas que, infelizmente e como dita a Mãe Natureza, terá muitas dificuldades em resistir aos primeiros meses de vida na sempre dura I Liga deste nosso rectângulo. O espaço que medeia entre Julho e Setembro será vital para determinar quais os cromos desta fornada que terão algum sucesso e aqueles que… bem, apenas conseguirão que a nossa SAD se lembrasse deles. Também não nos podemos esquecer que, por vezes, estas novas crias cromáticas são acossadas pelos cromos já residentes, numa dura competição pela sobrevivência ao jeito de um programa da National Geographic aplicado à cromice dos balneários lusitanos.
Analisemos os nomes destes nados-vivos para a principal selva do futebol português de 2009-10:

NAVAL: Quatro crias para preencher a defesa, o meio-campo e o ataque: Lupedo, N’Kake, Aboubacar Tandia e o regresso de um dos nomes mais queridos dos caçadores furtivos de cromos da nossa praça: Ouattara. Um nome sempre em alta nas bolsas cromáticas e que promete não deixar os seus créditos por mãos alheias.

LEIXÕES: Também um ataque à cromice em toda à linha, com Cauê, Patrão, Faioli e o pouco simpático Trombetta.

BELENENSES: Mais modesto nas contratações de campo para compensar o afinco técnico-jurídico com que trabalha na secretaria. Barge e Yontcha dão, porém, um ar de sua graça.

GUIMARÃES: Um norte-americano, Kamani Hill, e um defesa, Lazzanetti, são as principais crias cromáticas do defeso vimaranense.

NACIONAL: Depois da alta taxa de natalidade cromática dos últimos anos, o Engenheiro Alves fez as contas à vida e concluiu que a segurança social nacionalista não podia aguentar aquele ritmo descompassado. Daí a implementação de uma política cromo-contraceptiva à qual escaparam Nejc Pecnik e Elisson.

MARÍTIMO: Nada a assinalar, a não ser repetir um nome que o site zerozero já indicava como parte do plantel de 2008-09 mas que, sinceramente, não nos cansamos de repetir: Takahito Soma, o japonês dos campeonatos nacionais. Veremos se fará hara-kiri ao primeiro copo de saké ou se será o kamikaze dos Barreiros.

PAÇOS DE FERREIRA: Três singelos nomes que não ultrapassam as quinze letras todos juntos: Rondon, Ciel e Bamba (não confundir com Bambo nem com a mulher dele; ele é Bamba como a corda).

SETÚBAL: Os ares de recessão do Sado não impedem que se tragam nomes do quilate de Djikiné e Ladji Keita.

ACADÉMICA: O mais sintético dos reforços equipa de negro: Bru. Espera-se que gere um grande Bru(á). Nem que seja pelo seu penteado Milli Vanilli.

RIO AVE: Tempos de contenção junto às Caxinas. Mas ainda há um Wesllem para apreciar.

BRAGA: Saudosos os tempos do Ganga, Johnny Rodlund e Kim… Talvez Joabe desperte alguma atenção cromíflua.

LEIRIA: Alguma expectativa em torno do guardião Andjelko Djuricic (o novo Miroslav Zidnjak?) e de Sow (o novo Salam Sow?)

OLHANENSE: Autêntica mãe de aluguer cromática desta competição, abraçando todos os filhos que o FC Porto deserda. Desta creche imensa, destaca-se o irascível Zequinha, agora com a oportunidade de ouro para agredir algum interveniente do jogo em prime time. Para além dele, há o Gomis (com “i”).

Resta-nos desejar a todos eles boa sorte… e em Janeiro cá estaremos para analisar uma nova prole.

segunda-feira, junho 08, 2009

Cabelo À Homem (De Nkongsambaau)

Estava aqui a pensar com os meus Honi Serges: “tens mesmo cara de quem nasceu em Nkongsambaau”.


















Depois fizeste-me sentir melhor por nunca cortar o meu cabelo em Leiria.
E tu também não me pareceste muito satisfeito com o tratamento estético: mal fugiste da vista do feudal Bartolomeu, saltaste a fronteira e implantaste um tapete persa de qualidade duvidosa comprado ao tio-avô do Quaresma, logo ali a sangue frio na traseira da sua Ford Transit.

Com resultados avassaladores, diga-se de passagem:

A tua carapinha brilha no escuro, tal como um pirilampo mágico na área, constituindo o farol ofensivo para onde choverão bolas de pânico à medida do teu portentoso 1,73m.
Esta nova coloração também faz parte de um tratamento anti-lêndeas revolucionário. Um tratamento revolucionário para as próprias lêndeas, bem entendido, que têm na tua cabeça o seu resort de luxo com direito a spa e tudo. Ou seja, és uma espécie de Quitoso ao contrário.

Tu és mais que uma simples simbiose entre homo sapiens e pêlo de furão. Consigo distinguir em ti ligeiras fragrâncias de Abel Xavier e noto que piscas o olho ao Wesley Snipes. Se eu tivesse que arranjar um termo de comparação, diria que és um troll ao qual faltou correr o 2º CD de instalação do software. Mas como não tenho, coloco antes um termo às comparações.

Mesmo com essa performance capilar que pede meças a qualquer um dos vários Miguéis Velosos que andam por aí a destilar aversão aos pronomes, continuo a dizer: “tens mesmo cara de quem nasceu em Nkongsambaau”.
É um grande Gal.
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