Sintomas gripais... algo que se tem ouvido muito ultimamente, como:
sábado, fevereiro 16, 2013
Sintomas gripais
Sintomas gripais... algo que se tem ouvido muito ultimamente, como:
domingo, agosto 12, 2012
Filhote, uma vida cheia de sorte.. e já agora Robson
Tivemos acesso privilegiado no início da carreira de um jogador, pelo que vamos agora partilhar com toda a nossa audiência.
" - Meu filho, meu bebé, desejo-.te uma vida cheia de sorte - diz a mãe.
- Não, mãe. A vida é trabalho e cada um faz o seu caminho - diz o filho.
- Sim, filho mas já que te estou a lançar para uma vida, quero que sejas feliz. Que tenhas muito boa sorte no teu futuro.
- Obrigado mamãe e papai, Deus estará sempre connosco e comigo no caminho. É preciso é levantar a cabeça quando as coisas nao correrem bem.
- Pois filho, e com a graça de Deus vai ser feliz. Nem que seja aqui em Guanabi.
- Guanabi, mamãe'? Eu gostava de jogar no União Timbó ou mesmo no Paduano!
- Quê filho? Paduano?
- Si, graças a Deus será um bom clube para mim! Lá poderei ter sorte.
- Mas meu filho, a sorte estará sempre contigo. Mas tens que jogar no Guanambi! quem sabe isso te dará altos voos e jogar na Europa, que é sempre importante.
- Sim, mamãe. Eu prometo que vou lutar para jogar na Europa. Nem que seja num clube de uma freguesia do Porto, que joga na distrital! Está na Hora! acho que ó nome desse clube é Senhora da Hora.
- Muito bem, filhote .Denoto aí ambição e crença e fé e crença e fé , e acreditar.. e fé..e graças a Deus... olha sabes que mais filho Robson? Robson, Boa Sorte Filho!!"
Pedimos desculpa pela má qualidade de imagem e do som que transmitimos, mas em Guanabim não é fácil!
Bem vindo Robson Boa Sorte Filho.
http://www.zerozero.pt/jogador.php?id=220109&epoca_id=0&search=1
domingo, abril 01, 2012
Quatro Quartos
Agora está mau? Pois sim. Quem lhes dera uns equipamentos tão janotas como os da Olympic em 1996. Era como tirar um saco de serapilheira ensopado de cima para vestir um prêt-à-porter parisiense. Quem lhes dera um Adelino Ribeiro Novo em 1991. Era quase como mudar-se de um T2 na Arrentela para um T3+1 na Lapa.
Tudo neste filme de terror disfarçado de resumo de jogo de futebol assume proporções cataclísmicas, denota-se um esforço sobre-humano para resistir ao caos daquele jogo tornado batalha. Há um enorme suspense até descobrir quem vai perder uma perna no lamaçal ou quem irá rebolar pelas encostas contíguas ao campo até bater com a cornadura no muro cá em baixo. Até o comentário ao resumo é confuso e dessincronizado, admitindo logo ao início que “as condições eram muito más”.
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sábado, março 10, 2012
Boi Preto
E, sem querer entrar em pormenor pelo submundo dos árbitros assistentes, houve também o João Crujo, o António Pardal, o Manuel Burrica, o José Chilrito, o Carlos Vigário, o Manuel Quadrado, The Artist Usually Known As The Ferrari Of Setúbal, etc..
quarta-feira, janeiro 18, 2012
Pontapés na Ortografia
Esta colecção, ou coleção, como preferirem, foi autenticamente visionária. Precursora, mesmo. Muitos de vós, ou voceses, questionareis: “eh pá, mas este gajo não me é estranho”. É claro que não. Este sorridente magrebino é nada mais, nada menos, que Hajry, o pêndulo centrocampista farense durante épocas a fio. Ou melhor, era o Hajry – daqui em diante, com o novo acordo, será o Adjri.
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sábado, janeiro 14, 2012
Portimão no coração
Ora dá cá um Simmy, ora toma lá um Plummer.Papa lá o meu Mor e regozija-te com um Goda.
Assim vai a vida em Portimão,
terra pequena, mas cheia de emoção.
Podes percorrê-la a pé ou de Skoda,
mas o melhor é pedires indicações ao Goda.
É certo, o homem não fala grande coisa de português,mas tem cá uma direita, que nem a vês.
Por falar em direita, terrenos pisados por um canalizador,
Plummer de seu nome, estrela de grande fulgor.
mas inglês no Algarve só quer é encher a bexiga.
Onde encontras muita gente como tu,
britânica, trôpega, a passear de tronco nú.

Ups, falei no cacete do Jimmy, meu Deus!
Não digo o espanhol que jogou no Braga, mas do Senhor que cuida dos seus.
Mas foi antes o Simmy que nos trouxe aqui,
alto como uma girafa e tão seguro de si.
Tanto futebol nas veias aos 19 anos apenas,
que há quem diga que ajudou na construção da Acrópole em Atenas.
Atenção, não falo de novo Leandro Lima,
que esse trepou pela escadaria da vida acima.
O Simmy é simplesmente um rapaz crescido,
fininho como o Chico e no regabofe contido.
He doesn't party like it's nineteen-ninety-nine,
nem achava os bacanais do Rubens Jr, Esquerdinha e do Pena really fine.

Ora bolas, falei em Deus de novo...
o gajo que pôs o Couceiro em Moscovo!
e sua carreira se assemelhou a uma infecção no escroto.
peçam ao Goda que ele vos dá a mão.
É melhor que ao Papa Mor, pois ele só dá a cara,
e presentes de Rudi ao Junior Caiçara.
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domingo, janeiro 09, 2011
Mercado de Inverno - Lukasz Merrrrrrrd*
A primeira que o nosso espião cromístico europeu encontrou foi esta...
Lukasz Merda.
Como é óbvio só podia ser Guarda Redes. É muito mais fácil gritar o nome dele quando a bola lhe passar entre as mãos, ou entre as pernas, por exemplo!
E mesma na rádio: "Ora vai a bola para o circulo central, muda de flanco .. aí vem um centro.. e o Guarda Redes prepara-se para segurar com facilidade... e ... ohhhh naooooooooo.. Merda!!!!"
Ver jogos do Klub Sportowy Cracovia tem por isso a sua piada.
O mais engraçado é que o estádio chama-se João Paulo II, o que dá um ar de ambiente são e espiritual, mas sempre com Merda presente..
quarta-feira, outubro 27, 2010
Apenas um Obrigado.. um ou dois.
Este obrigado é para partilhar com todos vós..
Este obrigado é para quem lê o nosso blog...
Não, isto não é um texto de despedida!
Apenas quero apresentar jogadores a quem devem agradecer este post.
ThankGod
ThankGod Ameafele- jogador na Nigéria, mas que passou já por Polónia e Grécia, em clubes como o PAOK. Actualmente joga no Sharks, do seu país
Tem 1, 81m e pesa 73 kg. São 73 kg de Obrigado!
segunda-feira, outubro 25, 2010
A Playlist
Já os velhos talentos musicais encontram-se, não na M80 que passa metade do seu tempo com conversa e publicidade de chacha, mas sim no futebol português, mormente na alaranjada II Liga. É verdade.
E há clássicos para todos os gostos. Começando logo pelo Rei. Sim, ele vive. E nós vimo-lo, incomodando avançados com os cotovelos em Santa Maria da Feira. Quando ginga as suas pernas, ele leva a transição ofensiva do adversário ao delírio. Quando pára e observa a multidão em êxtase, isso não significa que está a sentir a audiência, mas sim que está com enormes cãibras. Pois é, a idade não perdoa e a picanha antes dos jogos também não. Não acreditem quando ele diz “love me tender”, porque este menino é capaz de partir uma dúzia de tábuas seguidas só com a cabeça.
Na mesma equipa, podemos encontrar o alegre Mika, um tipo saltitão, deveras irritante com o seu falsete e que faz amigos com as borboletas. Quando a táctica passa por desconcentrar o adversário (i.e., o famoso “jogar no erro do adversário”), Mika é o nº1 – não há ninguém que o ature quando ele começa com aquelas cenas do “love, love me”. Nove em cada dez expulsões dos adversários em jogos do Feirense ocorreram por agressões a Mika. A outra expulsão foi a de João Pereira e não se deveu a nenhuma antipatia especial contra o Mika, mas sim ao seu feitio formatado no Casal Ventoso. Mika confessou-nos que o seu ídolo era o elefante Dumbo, por ser terno e carinhoso e outras mariquices do género, e que sabia que o Dumbo já tinha jogado em Portugal. Desapontámo-lo quando dissemos que Karagounis já cá não joga.
Movendo-se por paisagens mais alternativas, eis Beck. Não confundir com Bock, esse é um primo afastado que é um Super avançado das divisões inferiores, um senhor imperial na área, apreciador da pressão intrínseca destes escalões e que deixa um rasto de espuma de golos atrás de si. Este Beck é pau para toda a obra: faz rap, toca country, executa carrinhos arriscados, organiza a primeira fase de construção ofensiva com a cabeça levantada, ouve Sonic Youth e gosta de jogar ao meiinho nos treinos, mesmo quando fica no meio durante um treino inteiro. Porém, tanta polivalência tem os seus custos: quando as coisas correm mal, é o primeiro a ser acusado de “loser”. Até quando não joga. Que é o que costuma acontecer. “So why don’t you kill me?”, pergunta Beck em desespero. Bah, ainda não tivemos pachorra para te liquidarmos, só isso.
Na nossa proposta musical há evidentemente lugar para as baladas de amor, de maneira a chamar o mulherio para as bancadas. Representante do romantismo italiano, Ramazotti encanta as senhoras com a sua voz nasalada e a maneira escandalosa, mas altamente sensual, de desperdiçar golos com a baliza aberta de uma forma que até faz o Nuno Gomes corar de vergonha. E olhem que com as conversas que ouve no cabeleireiro já pouco faz corar o Nuno Gomes. Ramazotti estava na shortlist de aquisições do Gil Vicente, juntamente com Margão e Cimarron, e acabou por ingressar no clube apenas porque o acaso o quis. “Sono cose della vita”, confidenciou-nos.
Bom, mas também há espaço para a canção portuguesa. E enquanto aguardamos por alguém que jogue a médio-defensivo no Trofense que se chame Nel Monteiro e por algum Zé Cabra que desponte como extremo no Penafiel, já não é nada mau podermos partilhar momentos de fervor amoroso com Toy, a sirene humana de Setúbal. E também um avançado da egrégia geração encanada, “La Quinta del Pepa”, que contou com o próprio Pepa, este Toy, aquele Rui Baião, aqueloutro Mawete Júnior e o indistinto Tote. O Toy cantor desabafava que estava “estupidamente apaixonado” mas este Toy não demonstra paixão nenhuma. Pelo menos, por aquele espaço limitado por dois postes e uma barra, com redes ao fundo a decorar. Digamos que este Toy tem estado “estupidamente desapaixonado” em relação ao golo. E isto tem-se manifestado recorrentemente ao longo da sua carreira. Ou seja, esta é a verdadeira “Toy Story”.
PS – Decerto que toda a gente já constatou que Hélder Postiga, na realidade, não existe: existe apenas um clone do Matt Bellamy dos Muse que faz uma perninha no Sporting. Espero que compreendam agora a falibilidade do suposto ponta-de-lança. Ele não quer golos, ele quer é Grammys. Ponto.| Este post lembra-me: |
segunda-feira, setembro 13, 2010
Uma conversa de balneário
Lançou-se entretanto a revista do Record, também a do O Jogo, e agora é o Jornal de Notícias, Público..etc tudo lança o seu "Caderno d'a Bola".
Mas ali para os lados de São Pedro do Sul saiu um caderno local, com fotos e plantéis da zona de Viseu.
E numa dessas equipas, neste caso o Sampedrense passou-se uma conversa de balneário muito interessante que a nossa fonte e enviado especial passa a relatar.
Jogador 1 (não posso citar nomes) :
" Ei
Viste por aí o meu
Jogador 2 : "Ei, Man, já encontrei!!
segunda-feira, setembro 06, 2010
El Caudillo
Em termos futebolísticos, os líderes podem ser reconhecidos pela inteligência ímpar no relvado e pela beleza que emprestam ao jogo, recolhendo desta forma o adulo da crítica. Luís Freitas Lobo, por exemplo, tenta conter gemidos de intenso prazer quando observa os grandes líderes do meio-campo em acção. “Vejam bem como o nº6 circula a bola pela intermediária [transpiração; coloca a mão no bolso]… notável visão do jogo e passes na diagonal que se traduzem em notáveis transições ofensivas [calores internos; aperta com força para reprimir]… é… [sustém o suspiro para não se denunciar em frente do microfone]…fan..tÁAAAHstico…”. Aliás, esse grande chefe tribal que foi André também gostava de apertar genitais, especialmente os dos outros (não é, Jorge Couto? – o Youtube pode não se lembrar, mas a gente sim). São fantasias que devemos respeitar.
Já aos olhos do adepto comum, o líder normalmente sobressai se evidenciar uma grande disponibilidade física, voz grossa e olhar de mau – que frequentemente consubstancia dentro das quatro linhas. È aquele de quem o público diz “O quê? Meteu-se com ele? ‘Tá f****o, o gajo vai mandar-lhe uma paulada que ele nem se mete em pé… e ai do árbitro que faça alguma coisa”. PUMBA! “Eu não disse? Ele é o chefe, pá. E limpinho, nem amarelo viu”. O cúmulo da supremacia será a posse de um bigode, o qual, hoje em dia, identifica logo um titular de um cargo hierárquico relevante na estrutura de uma equipa.
De uma forma ou de outra, o que não tem faltado para aí são líderes. Chefes absolutos ou razoavelmente magnânimos. Que se impõem pela força ou pela inteligência. Ou mesmo tipos que nem sabem ao certo o que é ser líder, mas que dizem que são líderes porque é fixe ser-se líder, como o Caneira. Mas agora vai haver o líder definitivo, um chefe sob todas as formas, o homem que vai mexer os cordelinhos de toda a equipa e despertar os mais óbvios trocadilhos jornalísticos quando dispuser toda a sua qualidade no rectângulo de jogo, aquele que nasceu para comandar e que carrega no nome a sua missão:
Está encontrado o Grande Líder do Povo Leixonense. E que, infâmia das infâmias, é proveniente do rival Leça, o mesmo Leça que foi berço de líderes históricos, como Alfaia, Constantino ou Serifo. Que não subsistam dúvidas: este homem nasceu mesmo para mandar. A vida dos leixonenses só tem agora um rumo: trabalho, trabalho e mais trabalho, rumo à libertação (que é como quem diz, sair da liga do sumo de laranja para ir para liga do sofá + cerveja). Talvez algumas horas extraordinárias sejam necessárias. Dias santos só quando ele faltar. Curvai-vos perante ele, ó servos.
sexta-feira, dezembro 18, 2009
O Rei Está Vivo!...

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quarta-feira, dezembro 02, 2009
Académica para Crianças

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segunda-feira, novembro 02, 2009
Bracara Assusta
Na ressaca do Halloween, dispensamos maquilhagem. Isso é coisa para meninas, bandas dos anos 80 e para o Kenny Cooper. Aqui no Cromos da Bola, SAD, gostamos dos nossos sustos sem corantes, conservantes e aditivos vários. Assim sendo, fomos à pesca.Como do Oceano não apreciamos Peixe, Lula, Crodonilson ou Estrela-que-não-Pedro-do-Mar, fomos esgravatar no bas-fond da Bracara Augusta, na expectativa que nos saísse um mexilhão de qualidade.
E há melhor mexilhão do que Borçato?
Já dizia a minha mãe, "quem não tem Cao, caça com Borçato". E o vosso escriba, obediente petiz de antanho, assim fez. E que bom susto nos oferece o aguerrido brasileiro! Até parece que estou a ver o plantel do Beira Mar tolhido de medo perante este corcunda de Notre Dame, que não era corcunda, nem de Notre Dame. Nem o Vítor Duarte escapou ao sobressalto, logo ele que era uma espécie de Dinis albino, que não Bino percursor da mosquinha.
Mas nem só de Borçato vive o espavento, e a nossa pescaria trouxe mais bivalves de qualidade.
Vejamos o Caniggia de Alhos Vedros, Pedro Miguel de seu tímido nome, meio sorriso no rosto estampado. Não enganas ninguém, Pedro. Esse encenado esgar de simpatia não cobre a loucura adjacente ao teu olhar. Está lá, Pedro, e toda a gente vê (menos o Gaspar Ramos, porque não sabemos muito bem para onde está a olhar). Esse desatino que te vai na alma é transparente. Conseguimos cheirar o sangue de mil mutiladas vítimas no teu cabelo de pontas espigadas, podemos ver a morte na tua barba negligé de 3 dias. O teu trejeito de felicidade não é senão uma fachada, uma capa para cobrir a mórbida demência que te leva a roer os ossos daquilo que resta do simpático Johnny Rodlund. A tua máscara caiu, Pedro. Nós temos medo. E tu?
Olha no fundo do balde! É um Vado! Lá está ele todo espantado. És feio, mas não metes medo, malvado. Ficas aí ensopado, no fundo do balde pregado, desamparado. Coitado? És pequeno e limitado, mas não temos pena de ti aí no fundo do balde sulcado. Vês o caso mal parado? Não fosses Vado, fosses antes Borçato que é bem mais amado.
Eh lá, sobrou um Chico. E acho que é um Silva. É verdade, grande pescaria.
Um Borçato para o palato, um Vado para o enfado, e um Pedro Miguel para fazer pastel. E como se já não bastasse, calha-nos um Chico no final da festa. E é um Silva!
Não dá para grande abalo de terror repentino, mas é sempre bom para afugentar certas pessoas.Como dá ares de arrumador, pode ser que o Floris Schaap não queira arrotar 50 cêntimos para deixar a Famel à porta do balneário e venha de autocarro. Quanto mais tarde o antecessor de Nordin Wooter chegar ao treino, mais hipóteses tem o Jorge Ferreira de ser titular. E todos queremos ver o Jójó no tapete verde, não é?
Post Scriptum Cromatium: como podem ver no cantinho aí à direita, o Cromos da Bola SAD é oficialmente uma prostituta da blogosfera: já estamos no Facebook. E queremos ser vossos amigos. (Bod)Unha e carne, como Dani e Domínguez.
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terça-feira, setembro 29, 2009
A Família
Existe então uma dicotomia na forma como os diversos jogadores são acolhidos pelos restantes agentes futebolísticos. Para designar esta dualidade de critérios (olá, sr. árbitro), costumamos dizer à boca-cheia, e recorrendo a uma alegoria de cariz familiar, que “alguns são sobrinhos e outros são enteados”.
Este jogador não escondia esse facto. Ele levou essa expressão a peito. Ele era mesmo, clara e objectivamente, um Sobrinho. Assumiu-o de forma cabal. E por causa disso era olhado de soslaio. Andava sempre “ó tio, ó tio!”, qual Donald atrás de Patinhas. Apesar de jamais ter alcançado o patamar de enteado, conseguiu ser internacional sem nunca ter tido padrinhos.
Já este jogador é alguém muito próximo de nós, visto que todos nós somos primos segundo uma teoria de inspiração bíblica. É verdade, nós não somos Albertinos nem Margaridos, somos primos. E por isso Primo é-nos muito familiar. Toda a gente gostava de brincar ao quarto-escuro com as suas irmãs, que eram as primas. Incluindo o treinador e todos os não-convocados. O Primo é primo de corpo e alma. O Primo é primus inter pares.
Ainda mais abrangente era Parente. Mesmo que fosse afastado, Parente estava por lá. Era Sobrinho e Primo e mais qualquer coisa. Parente reclamava sempre um quinhão de qualquer herança. Estava sempre presente nas convocatórias, pois ninguém se atrevia a deixar um parente de fora. E fartou-se de ser convidado para casamentos e baptizados onde não conhecia ninguém.Eu por acaso tinha um parente que se chamava Horácio.
Não, não era este, mas este tinha um bigode. Além do mais, este era português e jogava no União da Madeira.Dada esta especificidade, o Horácio não podia ser catalogado como sobrinho, primo ou mesmo como parente. A categoria de Horácio apenas se podia medir na escala de Horácios.
Um case-study, portanto.
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quarta-feira, setembro 16, 2009
Não há Fumo sem Cromo
No início do Século XXI, uma solitária maçã caiu longe da árvore que lhe deu a vida. Rebolou enlameada, até parar seu percurso junto de um qualquer agricultor que a enviou prontamente para um périplo que passou pelos deprimidos quintais da Maia (pré-Carlos S.), Póvoa de Varzim (pré-e-pós Alexandre) e Faro (pré-posição).
Confirmava-se. O agricultor de Alcochete queria a sua maçã longe das outras, não fosse ela contaminar todo o seu promissor pomar com a terrível Gisvite.
Essa maçã chamava-se Fumo, e os seus sonhos foram-se lentamente esfumando (heh...) à medida que os sintomas da terrível Gisvite se tornavam mais evidentes: visão periférica de jogo afectada pela Doença de Cid, José; recepção de bola a fazer lembrar a ganadaria Higino Soveral; e discernimento em campo semelhante ao jornalista que teve a ideia de fazer a reportagem com o pastorzinho cujo sonho era conhecer a então Mega-Estrela Mantorras.A Gisvite era uma evidência, e assumia-se galopante.
Perante a fortíssima possibilidade de registar menos evolução na carreira do que o papel higiénico ao longo das décadas, o tristonho Fumo ponderou assumir a sua humilde condição de maçã bichosa, e manter-se à parte do verde pomar que o viu nascer. Mas a vontade, essa, continuava a ser muita. Quem nunca sonhou jogar ao lado de Didier Lang que levante a mão. Pois é... ("tu não contas, Diego Armando, baixa lá isso que já criaste problemas que chegassem aos ilhéus com essa mania.")
Perante esta realidade, os agricultores de Alcochete tomaram uma decisão drástica: boicotar a carreira desta maçã, para que nunca mais sonhasse aproximar-se do seu precioso pomar.

Os tentáculos do verde polvo cedo se espalharam pela Europa, e a UE foi o primeiro passo:
- "Bruxelas Propõe Europa sem Fumo", vociferavam as agressivas parangonas, "(...)a proposta de recomendação hoje adoptada pela Comissão Europeia insta os 27 a agir em "três frentes principais", a primeira das quais a adopção e aplicação de "leis que garantam a plena protecção dos cidadãos contra a exposição ao Fumo em locais públicos fechados, locais de trabalho e transportes públicos(...)"
O avançado moçambicano sentia-se como um John Rambo de 69kg. Renegado pelos seus, impedido de exercer a sua profissão, e impossibilitado de andar de autocarro, Fumo sentia-se perdido: "E agora, como hei de ir ao Pingo Doce comprar mais daquele delicioso chouriço?!? De bicla? Poupem-me!", foi a sua primeira gota de exprssão de dor. Mas havia mais.
Até a normalmente ponderada Comissária Europeia da Saúde, Androulla Vassiliou, alinhou na perseguição ao móvel atacante ex-Sporting:
- "Estou plenamente convicta de que todos os cidadãos europeus sem excepção merecem ser plenamente protegidos contra o Fumo. (...) trabalharemos em conjunto com os Estados-membros para concretizar esta convicção."
Perante esta enxurrada de comprometedores factos, ecos fizeram-se ouvir:
- "Agora é que nunca mais te chegas perto dos nossos incautos rebentos, sacripanta.", regojizava-se em Alcochete.- "Não era mais fácil atirá-lo das escadas abaixo?", questionava-se na Invicta.
- "Passa o garrafão, ó Toni!", balbuciava-se na Luz.
- "O Yulian tinha uma penca que Ai Jesus!", queixava-se Zé Mota em Paços de Ferreira.
Mas Fumo, estóico, não alinhava no mesmo diapasão (apesar de Marante ser o seu artista popular favorito). O africano, apostando na sua própria agência de contra-informação, conseguiu permanecer em Portugal durante mais quatro épocas, sob o radar das divisões secundárias e do nariz do Yulian (que era mesmo bastante grande, o Mota tem razão).
Porém, os verdes tentáculos sentiram um leve odor a queimado. Primeiro pensaram que teria sido um bolo que Pedro Barbosa teria deixado no forno, mas rapidamente chegaram à conclusão que o Cruyff de Gondomar jamais se esqueceria de um bolo em sítio algum.
Assim sendo, só poderia ser mesmo cheiro a Fumo.
Rapidamente agiram, e lançaram a seguinte lei, de pronto aplicada no Alvalade XXI:
- "De acordo com o decreto Lei nº 37/2007, é proibido Fumo nas zonas de restauração do Estádio, bem como nos corredores de circulação e escadas. No caso particular dos Camarotes deixa-se ao critério dos detentores o Fumo no seu interior, sendo que nos casos em que a opção for positiva, deverão mater a porta de acesso ao corredor fechada."
Sentindo a careca (que efectivamente não tem - senão seria o Semedo) a descoberto, o avançado ao serviço do Olhanense pôs em marcha um processo que acabaria com a sua transferência para o Chipre, onde estaria a salvo tanto da mafia verde, como do punho opressor da UE, visto que ele era da opinião que o referido País não faria parte da União Europeia - sejamos francos, desde que isto se avacalhou até aos 27 membros, que já ninguém tem a certeza de nada.Assim, lançou mais uma inteligente campanha de contra-informação, desta feita através do bigode de Isidoro Sousa:
- "(...) o presidente do clube algarvio adiantou que o atleta “encontra-se na Síria desde ontem a fazer testes médicos” e não em Israel, como inicialmente estava previsto. “De momento está tudo a ser tratado com o empresário do jogador e desconheço o nome do clube que vai representar”, confessa Isidoro."
O bigode algarvio confessou, e quando um bigode algarvio confessa, nós ouvimos.
Alívio foi a reacção vinda de Alcochete. Os agricultores responsáveis não sabiam bem onde ficava a Síria, ou mesmo Israel, mas "deve ser daqueles sítios onde se lançam bombas e onde mora o Kassoumov".
Sossegados com a ostracização do fumegante delantero, os dirigentes leoninos decidiram guardar os tentáculos no bolso e deixar o futebolista prosseguir a sua esfumaçante carreira bem longe.
De toda a forma, Fumo veio recentemente repudiar comunicados trazidos à baila já durante os anos de 2008 e 2009, a saber:- "A proibição do Fumo em espaços públicos ou de trabalho está a traduzir-se no decréscimo da afluência de doentes a emergências hospitalares em países que adoptaram a medida", diz um relatório da Organização Mundial de Saúde.
- "(...) distúrbios entre o Mannheim e a segunda equipa do Kaiserslautern resultaram em 36 detenções e oito elementos policiais feridos(...) os incidentes continuaram na estação de comboios, com os adeptos do Kaiserslautern a lançarem bombas de Fumo."
- "A eleição do novo Papa foi anunciada hoje às 17:50 pelo Fumo branco da chaminé da Capela Sistina mas os sinos da Basílica tardaram a repicar. Inicialmente, as imagens do Fumo transmitidas em directo pelas televisões induziram em erro - o Fumo parecia negro, e não branco, só aos poucos "estabilizando" nesta última cor."
Alcochete negou qualquer envolvimento nestas questões.
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quinta-feira, julho 09, 2009
Mosaico Cromático
É certo que lamentamos a partida de algumas figuras que deram água pela barba à nossa SAD, mas a vida de um cromo é mesmo assim: uma bola a escapulir pela linha final, um atraso na chegada ao treino e, tumba!, lá se vai o cromo.
Felizmente, 2009-10 promete ser uma época tão profícua como as anteriores, deixando a nossa SAD imune à crise que dizem que grassa por aí (Cristiano Ronaldo que o diga).
Só para terem uma ideia, produzimos uma pequena peça artística apenas com algumas caras recém-chegadas à nossa I Liga, excluindo os três da vida airada (sabendo que o Sporting ainda está envolvido nas obras de reconstrução da Academia e o Benfica está a descobrir contratações para o FC Porto remodelar o plantel).
Uma plêiade de cromos bem intencionados e bem fotogénicos, mas que, infelizmente e como dita a Mãe Natureza, terá muitas dificuldades em resistir aos primeiros meses de vida na sempre dura I Liga deste nosso rectângulo. O espaço que medeia entre Julho e Setembro será vital para determinar quais os cromos desta fornada que terão algum sucesso e aqueles que… bem, apenas conseguirão que a nossa SAD se lembrasse deles. Também não nos podemos esquecer que, por vezes, estas novas crias cromáticas são acossadas pelos cromos já residentes, numa dura competição pela sobrevivência ao jeito de um programa da National Geographic aplicado à cromice dos balneários lusitanos.
Analisemos os nomes destes nados-vivos para a principal selva do futebol português de 2009-10:
NAVAL: Quatro crias para preencher a defesa, o meio-campo e o ataque: Lupedo, N’Kake, Aboubacar Tandia e o regresso de um dos nomes mais queridos dos caçadores furtivos de cromos da nossa praça: Ouattara. Um nome sempre em alta nas bolsas cromáticas e que promete não deixar os seus créditos por mãos alheias.
LEIXÕES: Também um ataque à cromice em toda à linha, com Cauê, Patrão, Faioli e o pouco simpático Trombetta.
BELENENSES: Mais modesto nas contratações de campo para compensar o afinco técnico-jurídico com que trabalha na secretaria. Barge e Yontcha dão, porém, um ar de sua graça.
GUIMARÃES: Um norte-americano, Kamani Hill, e um defesa, Lazzanetti, são as principais crias cromáticas do defeso vimaranense.
NACIONAL: Depois da alta taxa de natalidade cromática dos últimos anos, o Engenheiro Alves fez as contas à vida e concluiu que a segurança social nacionalista não podia aguentar aquele ritmo descompassado. Daí a implementação de uma política cromo-contraceptiva à qual escaparam Nejc Pecnik e Elisson.
MARÍTIMO: Nada a assinalar, a não ser repetir um nome que o site zerozero já indicava como parte do plantel de 2008-09 mas que, sinceramente, não nos cansamos de repetir: Takahito Soma, o japonês dos campeonatos nacionais. Veremos se fará hara-kiri ao primeiro copo de saké ou se será o kamikaze dos Barreiros.
PAÇOS DE FERREIRA: Três singelos nomes que não ultrapassam as quinze letras todos juntos: Rondon, Ciel e Bamba (não confundir com Bambo nem com a mulher dele; ele é Bamba como a corda).
SETÚBAL: Os ares de recessão do Sado não impedem que se tragam nomes do quilate de Djikiné e Ladji Keita.
ACADÉMICA: O mais sintético dos reforços equipa de negro: Bru. Espera-se que gere um grande Bru(á). Nem que seja pelo seu penteado Milli Vanilli.
RIO AVE: Tempos de contenção junto às Caxinas. Mas ainda há um Wesllem para apreciar.
BRAGA: Saudosos os tempos do Ganga, Johnny Rodlund e Kim… Talvez Joabe desperte alguma atenção cromíflua.
LEIRIA: Alguma expectativa em torno do guardião Andjelko Djuricic (o novo Miroslav Zidnjak?) e de Sow (o novo Salam Sow?)
OLHANENSE: Autêntica mãe de aluguer cromática desta competição, abraçando todos os filhos que o FC Porto deserda. Desta creche imensa, destaca-se o irascível Zequinha, agora com a oportunidade de ouro para agredir algum interveniente do jogo em prime time. Para além dele, há o Gomis (com “i”).
Resta-nos desejar a todos eles boa sorte… e em Janeiro cá estaremos para analisar uma nova prole.
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segunda-feira, junho 08, 2009
Cabelo À Homem (De Nkongsambaau)

E tu também não me pareceste muito satisfeito com o tratamento estético: mal fugiste da vista do feudal Bartolomeu, saltaste a fronteira e implantaste um tapete persa de qualidade duvidosa comprado ao tio-avô do Quaresma, logo ali a sangue frio na traseira da sua Ford Transit.
Com resultados avassaladores, diga-se de passagem:

Esta nova coloração também faz parte de um tratamento anti-lêndeas revolucionário. Um tratamento revolucionário para as próprias lêndeas, bem entendido, que têm na tua cabeça o seu resort de luxo com direito a spa e tudo. Ou seja, és uma espécie de Quitoso ao contrário.
Tu és mais que uma simples simbiose entre homo sapiens e pêlo de furão. Consigo distinguir em ti ligeiras fragrâncias de Abel Xavier e noto que piscas o olho ao Wesley Snipes. Se eu tivesse que arranjar um termo de comparação, diria que és um troll ao qual faltou correr o 2º CD de instalação do software. Mas como não tenho, coloco antes um termo às comparações.
Mesmo com essa performance capilar que pede meças a qualquer um dos vários Miguéis Velosos que andam por aí a destilar aversão aos pronomes, continuo a dizer: “tens mesmo cara de quem nasceu em Nkongsambaau”.
É um grande Gal.






















